{"id":2455,"date":"2026-01-21T10:42:14","date_gmt":"2026-01-21T10:42:14","guid":{"rendered":"https:\/\/elivulu.org\/?p=2455"},"modified":"2026-01-21T11:02:30","modified_gmt":"2026-01-21T11:02:30","slug":"as-literaturas-de-angola-desde-os-seus-primordios","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/elivulu.org\/en\/as-literaturas-de-angola-desde-os-seus-primordios\/","title":{"rendered":"A(S) LITERATURA(S) DE ANGOLA DESDE OS SEUS PRIM\u00d3RDIOS"},"content":{"rendered":"<h3>Tom\u00e1s Lima Coelho<\/h3>\n<div class=\"elementor-element elementor-element-57ceacf elementor-widget elementor-widget-wd_text_block\" data-id=\"57ceacf\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"wd_text_block.default\">\n<div class=\"elementor-widget-container\">\n<div class=\"wd-text-block reset-last-child text-left\">\n<p class=\"zfr3Q CDt4Ke\" dir=\"ltr\"><span class=\"C9DxTc\">Embora a cidade de Mbanza Congo, capital do reino do Congo, n\u00e3o estivesse ainda inserida nos limites fronteiri\u00e7os da Angola que conhecemos hoje, inclu\u00edmos ainda assim nesta resenha dois autores oriundos daquela localidade. A primeira obra conhecida de um natural daquele reino \u00e9 o livro<\/span><span class=\"C9DxTc\">\u00a0Gentio de Angola Suficientemente Instruido Nos Mysterios de Nossa Sancta F\u00e9<\/span><span class=\"C9DxTc\">, da autoria de\u00a0<\/span><span class=\"C9DxTc\">ANT\u00d3NIO DO COUTO<\/span><span class=\"C9DxTc\">, um padre jesu\u00edta nascido em Mbanza Congo em in\u00edcios do s\u00e9culo XVII, uma adapta\u00e7\u00e3o do trabalho\u00a0<\/span><span class=\"C9DxTc\">Gentilis Angollae fidei mys-teriis&#8230; instructus<\/span><span class=\"C9DxTc\">\u00a0do jesu\u00edta italiano Francisco Pacconio. Esta obra foi publicada em Lisboa no ano de 1642.<\/span><\/p>\n<p class=\"zfr3Q CDt4Ke\" dir=\"ltr\"><span class=\"C9DxTc\">Ainda naquele s\u00e9culo o frade capuchinho\u00a0<\/span><span class=\"C9DxTc\">MANOEL REBOREDO<\/span><span class=\"C9DxTc\">, tamb\u00e9m natural de Mbanza Congo, filho do nobre portugu\u00eas Thomaz Reboredo e de Eva, uma irm\u00e3 do rei do Congo D. \u00c1lvaro V, foi co-autor do\u00a0<\/span><span class=\"C9DxTc\">Dicion\u00e1rio Kikongo-Latim-Espanhol<\/span><span class=\"C9DxTc\">\u00a0publicado em 1651.<\/span><\/p>\n<p class=\"zfr3Q CDt4Ke\" dir=\"ltr\"><span class=\"C9DxTc\">Em 1712 foi publicado em Roma, pelo tip\u00f3grafo respons\u00e1vel pelo trabalho, o livro\u00a0<\/span><span class=\"C9DxTc\">Idea Consillarii<\/span><span class=\"C9DxTc\">\u00a0da autoria de\u00a0<\/span><span class=\"C9DxTc\">MANOEL CORR\u00caA DE AZEVEDO,<\/span><span class=\"C9DxTc\">\u00a0padre jesu\u00edta natural de Luanda, doutorado em \u00c9vora, que ocupava o cargo de Conselheiro Geral dos Jesu\u00edtas em Roma quando faleceu em 1708.<\/span><\/p>\n<p class=\"zfr3Q CDt4Ke\" dir=\"ltr\"><span class=\"C9DxTc\">Mas, tirando o caso destes intelectuais educados nas escolas religiosas, a popula\u00e7\u00e3o nativa era olhada e usada apenas como for\u00e7a de trabalho e s\u00f3 muito poucos, os filhos de uma pequena elite aculturada e europeizada, conseguiam sobressair. Foi o caso de\u00a0<\/span><span class=\"C9DxTc\">JOS\u00c9 DA SILVA MAIA FERREIRA<\/span><span class=\"C9DxTc\">, homem culto e viajado, filho de um casal de luandenses da alta burguesia angolana que, ap\u00f3s os estudos conclu\u00eddos no Brasil e em Portugal, publicou em 1849 aquela que viria a ser a primeira obra liter\u00e1ria de um filho do pa\u00eds:\u00a0<\/span><span class=\"C9DxTc\">Espontaneidades da minha alma<\/span><span class=\"C9DxTc\">, um livro de poesia com dedicat\u00f3ria \u00e0s senhoras da sua terra, mas onde a forma, o estilo e o vocabul\u00e1rio pouco t\u00eam de \u00c1frica, de Angola. Alguns anos antes, em 1834,\u00a0<\/span><span class=\"C9DxTc\">JOAQUIM ANT\u00d3NIO DE CARVALHO E MENEZES<\/span><span class=\"C9DxTc\">\u00a0tinha publicado em Lisboa o trabalho\u00a0<\/span><span class=\"C9DxTc\">Memoria geografica, e politica das possess\u00f5es portuguezas n\u2019 Affrica ocidental, que diz respeito aos reinos de Angola, Benguela, e suas depend\u00eancias<\/span><span class=\"C9DxTc\">. Este luandense foi o respons\u00e1vel pela primeira tentativa para instalar uma m\u00e1quina de imprensa em Luanda, em 1842, mas, julga-se que por sabotagem dos interesses estabelecidos em Lisboa, o navio onde vinha a m\u00e1quina naufragou na ba\u00eda de Mo\u00e7\u00e2medes.<\/span><\/p>\n<p class=\"zfr3Q CDt4Ke\" dir=\"ltr\"><span class=\"C9DxTc\">S\u00f3 ap\u00f3s um longo hiato de dezasseis anos, em 1865, um outro angolano,\u00a0<\/span><span class=\"C9DxTc\">MANUEL ALVES DE CASTRO FRANCINA<\/span><span class=\"C9DxTc\">\u00a0publicaria, em co-autoria com o m\u00e9dico brasileiro Saturnino de Souza e Oliveira, aquele que viria a ser o primeiro comp\u00eandio para o estudo de uma l\u00edngua angolense:\u00a0<\/span><span class=\"C9DxTc\">Elementos grammaticaes da lingua Mbundu<\/span><span class=\"C9DxTc\">. Maior per\u00edodo temporal se passaria, vinte anos, para que\u00a0<\/span><span class=\"C9DxTc\">JO\u00c3O MANTANTU DUNDULU<\/span><span class=\"C9DxTc\">\u00a0publicasse em 1885 um\u00a0<\/span><span class=\"C9DxTc\">Dicion\u00e1rio Kikongo-Ingl\u00eas<\/span><span class=\"C9DxTc\">, sob orienta\u00e7\u00e3o dos mission\u00e1rios americanos da Sociedade Mission\u00e1ria Baptista (BMS). Seis anos passados, em 1891, um outro filho do pa\u00eds,\u00a0<\/span><span class=\"C9DxTc\">JOAQUIM DIAS CORDEIRO DA MATTA<\/span><span class=\"C9DxTc\">, viu publicada a sua primeira obra, um livro de poesia intitulado\u00a0<\/span><span class=\"C9DxTc\">Del\u00edrios<\/span><span class=\"C9DxTc\">. O livro foi lan\u00e7ado numa \u00e9poca de forte efervesc\u00eancia popular \u00e0 volta do ultimato brit\u00e2nico sobre a quest\u00e3o do Barotze e do mapa cor-de-rosa, um tempo em que jornalistas e outros literatos polemizavam acesamente nos jornais, revistas e almanaques da col\u00f3nia, onde j\u00e1 se expunham claramente ideias autonomistas e independentistas. Nomes como Jos\u00e9 de Fontes Pereira, Arantes Braga, Augusto Bastos, Sant\u2019Anna Palma, Pedro da Paix\u00e3o Franco, Urbano de Castro, Silv\u00e9rio Ferreira ou Francisco Castelbranco, todos eles filhos da terra, foram muito importantes para a discuss\u00e3o dessas ideias, amplamente difundidas pela imprensa da \u00e9poca num debate que se prolongaria ainda para o s\u00e9culo XX.<\/span><\/p>\n<p class=\"zfr3Q CDt4Ke\" dir=\"ltr\"><span class=\"C9DxTc\">Mas voltemos aos livros. No ano seguinte, em 1892, um outro angolense conseguia ver o seu livro publicado, depois de inicialmente o ter feito em folhetins, tanto em peri\u00f3dicos de Portugal como de Angola: trata-se de\u00a0<\/span><span class=\"C9DxTc\">PEDRO F\u00c9LIX MACHADO<\/span><span class=\"C9DxTc\">, estudante em Portugal onde cursou Direito. O seu livro, intitulado\u00a0<\/span><span class=\"C9DxTc\">Scenas d\u2019\u00c1frica:? &#8211; Romance \u00edntimo<\/span><span class=\"C9DxTc\">, j\u00e1 se destaca por conter um forte cariz regional, j\u00e1 \u00e9 de Angola e dos seus costumes que se fala, ainda que escrito num estilo algo queirosiano, de cunho europeu portanto.<\/span><\/p>\n<p class=\"zfr3Q CDt4Ke\" dir=\"ltr\"><span class=\"C9DxTc\">A seca de produ\u00e7\u00e3o, contudo, continuava, e s\u00f3 treze anos depois, em 1905,\u00a0<\/span><span class=\"C9DxTc\">BENTO M\u00c2NTUA<\/span><span class=\"C9DxTc\">, um luandense que viria a distinguir se como Presente do Sport Lisboa e Benfica (1917-1926), publica\u00a0<\/span><span class=\"C9DxTc\">Novo Altar<\/span><span class=\"C9DxTc\">, em Lisboa, uma obra de forte influ\u00eancia ma\u00e7\u00f3nica. Quatro anos mais tarde, em 1909,\u00a0<\/span><span class=\"C9DxTc\">AUGUSTO THADEU BASTOS<\/span><span class=\"C9DxTc\">, filho de um abastado comerciante da Catumbela, publica\u00a0<\/span><span class=\"C9DxTc\">Tra\u00e7os gerais sobre a etnografia do Distrito de Benguela<\/span><span class=\"C9DxTc\">. Em 1911, o caricaturista e dramaturgo\u00a0<\/span><span class=\"C9DxTc\">JULI\u00c3O FELIX MACHADO<\/span><span class=\"C9DxTc\">, irm\u00e3o mais novo do escritor Pedro F\u00e9lix Machado, escreve no Brasil a com\u00e9dia dram\u00e1tica\u00a0<\/span><span class=\"C9DxTc\">A bandeira<\/span><span class=\"C9DxTc\">.<\/span><\/p>\n<p class=\"zfr3Q CDt4Ke\" dir=\"ltr\"><span class=\"C9DxTc\">Um ano depois, em 1912,\u00a0<\/span><span class=\"C9DxTc\">PEDRO DA PAIX\u00c3O FRANCO<\/span><span class=\"C9DxTc\">\u00a0publicava em Portugal o seu livro\u00a0<\/span><span class=\"C9DxTc\">Hist\u00f3ria de uma trai\u00e7\u00e3o<\/span><span class=\"C9DxTc\">, um libelo acusat\u00f3rio contra antigos companheiros, jornalistas como ele, fruto ainda do rescaldo dos debates na imprensa angolana iniciados em finais do s\u00e9culo XIX.<\/span><\/p>\n<p class=\"zfr3Q CDt4Ke\" dir=\"ltr\"><span class=\"C9DxTc\">Continuando na senda dos grandes hiatos temporais surge, quinze anos depois, em 1927, a primeira obra de\u00a0<\/span><span class=\"C9DxTc\">\u00d3SCAR RIBAS<\/span><span class=\"C9DxTc\">, um livro intitulado\u00a0<\/span><span class=\"C9DxTc\">Nuvens que passam<\/span><span class=\"C9DxTc\">. Dois anos passados, em 1929, vem a p\u00fablico\u00a0<\/span><span class=\"C9DxTc\">Hist\u00f3ria de Angola<\/span><span class=\"C9DxTc\">, a primeira abordagem do tema sob o olhar de um natural do pa\u00eds, o luandense\u00a0<\/span><span class=\"C9DxTc\">ALBERTO DE LEMOS<\/span><span class=\"C9DxTc\">.\u00a0<\/span><\/p>\n<p class=\"zfr3Q CDt4Ke\" dir=\"ltr\"><span class=\"C9DxTc\">Entramos na d\u00e9cada de 30, per\u00edodo em que sete autores conseguem publicar:\u00a0<\/span><span class=\"C9DxTc\">MANUEL IN\u00c1CIO DOS SANTOS TORRES<\/span><span class=\"C9DxTc\">, um fervoroso nativista luandense, publica em Portugal\u00a0<\/span><span class=\"C9DxTc\">Subs\u00eddio para a Hist\u00f3ria do Progresso das Col\u00f3nias Portuguezas<\/span><span class=\"C9DxTc\">;\u00a0<\/span><span class=\"C9DxTc\">AGNELO DE OLIVEIRA<\/span><span class=\"C9DxTc\">, em parceria com J. Trindade publica, em 1932,\u00a0<\/span><span class=\"C9DxTc\">Os nossos versos<\/span><span class=\"C9DxTc\">;\u00a0<\/span><span class=\"C9DxTc\">FRANCISCO CASTELBRANCO<\/span><span class=\"C9DxTc\">, ainda \u00e0 volta da hist\u00f3ria, publica, em 1935,\u00a0<\/span><span class=\"C9DxTc\">Hist\u00f3ria de Angola: desde o descobrimento at\u00e9 \u00e0 implanta\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica (1482-1910)<\/span><span class=\"C9DxTc\">\u00a0e\u00a0<\/span><span class=\"C9DxTc\">RALPH DELGADO<\/span><span class=\"C9DxTc\">\u00a0estreia-se com\u00a0<\/span><span class=\"C9DxTc\">O amor a 12 graus de latitude sul: cenas da vida de Benguela<\/span><span class=\"C9DxTc\">. No mesmo ano,\u00a0<\/span><span class=\"C9DxTc\">ANT\u00d3NIO DE ASSIS J\u00daNIOR<\/span><span class=\"C9DxTc\">\u00a0estreia-se com a obra\u00a0<\/span><span class=\"C9DxTc\">O segredo da morta<\/span><span class=\"C9DxTc\">. No ano seguinte, em 1936, publica-se o livro\u00a0<\/span><span class=\"C9DxTc\">O imposto nas transmiss\u00f5es<\/span><span class=\"C9DxTc\">\u00a0de\u00a0<\/span><span class=\"C9DxTc\">EM\u00cdLIO SIM\u00d5ES DE ABREU<\/span><span class=\"C9DxTc\">, um trabalho de teor t\u00e9cnico ligado \u00e0s fun\u00e7\u00f5es do autor na Fazenda Nacional. Um ano depois, em 1937,<\/span><span class=\"C9DxTc\">\u00a0GERALDO BESSA VICTOR<\/span><span class=\"C9DxTc\">\u00a0aparece com\u00a0<\/span><span class=\"C9DxTc\">A poesia e a pol\u00edtica<\/span><span class=\"C9DxTc\">\u00a0e, mais dois anos passados, em 1939, surge\u00a0<\/span><span class=\"C9DxTc\">TOMAZ KIM<\/span><span class=\"C9DxTc\">\u00a0com a obra po\u00e9tica\u00a0<\/span><span class=\"C9DxTc\">Em cada dia se morre<\/span><span class=\"C9DxTc\">.<\/span><\/p>\n<p class=\"zfr3Q CDt4Ke\" dir=\"ltr\"><span class=\"C9DxTc\">A d\u00e9cada de 40 abre com bons pren\u00fancios: logo em 1940\u00a0<\/span><span class=\"C9DxTc\">MAUR\u00cdCIO SOARES<\/span><span class=\"C9DxTc\">, um descendente de colonos madeirenses, publica\u00a0<\/span><span class=\"C9DxTc\">&#8230; e Ramiro tamb\u00e9m ficou<\/span><span class=\"C9DxTc\">; ainda neste ano,\u00a0<\/span><span class=\"C9DxTc\">DOMINGOS JOS\u00c9 FRANQUE<\/span><span class=\"C9DxTc\">, o nome portugu\u00eas de Boma-Zanei-N\u2019Vimba, membro da nobreza do antigo Reino do N\u2019Goio, publica em livro\u00a0<\/span><span class=\"C9DxTc\">N\u00f3s, os Cabindas: hist\u00f3ria, leis e costumes dos povos de N\u2019Goio<\/span><span class=\"C9DxTc\">. Em 1941 vem a p\u00fablico uma outra obra, desta vez de uma mulher que ser\u00e1 a primeira angolense a publicar um livro:\u00a0<\/span><span class=\"C9DxTc\">L\u00cdLIA DA FONSECA<\/span><span class=\"C9DxTc\">\u00a0com\u00a0<\/span><span class=\"C9DxTc\">A mulher que amou uma sombra<\/span><span class=\"C9DxTc\">. Em 1943 chega a vez de\u00a0<\/span><span class=\"C9DxTc\">EDUARDO DE AZEVEDO<\/span><span class=\"C9DxTc\">\u00a0se estrear com\u00a0<\/span><span class=\"C9DxTc\">Vidas rasas<\/span><span class=\"C9DxTc\">. Dois anos depois, em 1945,\u00a0<\/span><span class=\"C9DxTc\">JO\u00c3O DE ALMEIDA E SOUSA \u201cCACHIMBINHA\u201d<\/span><span class=\"C9DxTc\">\u00a0publica\u00a0<\/span><span class=\"C9DxTc\">Apontamentos de etnografia por africanos: inqu\u00e9rito aos h\u00e1bitos e costumes do povo adstrito \u00e0 administra\u00e7\u00e3o de Nrikinya<\/span><span class=\"C9DxTc\">, o escultor mo\u00e7amedense\u00a0<\/span><span class=\"C9DxTc\">SALVADOR BARATA FEYO<\/span><span class=\"C9DxTc\">\u00a0publica\u00a0<\/span><span class=\"C9DxTc\">A escultura de Alcoba\u00e7a<\/span><span class=\"C9DxTc\">\u00a0e\u00a0<\/span><span class=\"C9DxTc\">MARIA DE FIGUEIREDO<\/span><span class=\"C9DxTc\">, tamb\u00e9m mo\u00e7amedense, publica\u00a0<\/span><span class=\"C9DxTc\">Eu tamb\u00e9m sou Portugu\u00eas!<\/span><span class=\"C9DxTc\">. S\u00f3 no fim deste per\u00edodo, em 1948, tr\u00eas novos t\u00edtulos surgem:\u00a0<\/span><span class=\"C9DxTc\">Sil\u00eancio<\/span><span class=\"C9DxTc\">, do luandense\u00a0<\/span><span class=\"C9DxTc\">HUMBERTO DA SYLVAN<\/span><span class=\"C9DxTc\">,\u00a0<\/span><span class=\"C9DxTc\">O imbondeiro maldito<\/span><span class=\"C9DxTc\">\u00a0de\u00a0<\/span><span class=\"C9DxTc\">M\u00c1RIO MILHEIROS<\/span><span class=\"C9DxTc\">, um descendente de colonos madeirenses da Humpata, e do malanjino\u00a0<\/span><span class=\"C9DxTc\">ALFREDO DIOGO J\u00daNIOR<\/span><span class=\"C9DxTc\">\u00a0publica-se o livro\u00a0<\/span><span class=\"C9DxTc\">Angola: a ocupa\u00e7\u00e3o holandesa e a restaura\u00e7\u00e3o: factos determinantes<\/span><span class=\"C9DxTc\">. A primeira incurs\u00e3o de um filho de Angola na Banda Desenhada surge pelo tra\u00e7o de\u00a0<\/span><span class=\"C9DxTc\">V\u00cdTOR P\u00c9ON<\/span><span class=\"C9DxTc\">\u00a0que publica o \u00e1lbum\u00a0<\/span><span class=\"C9DxTc\">Em demanda do Gr\u00e3o-Cataio<\/span><span class=\"C9DxTc\">\u00a0em 1949.<\/span><\/p>\n<p class=\"zfr3Q CDt4Ke\" dir=\"ltr\"><span class=\"C9DxTc\">J\u00e1 se revela mais pujante a d\u00e9cada de 50, onde os assomos de uma elite liter\u00e1ria come\u00e7am a surgir, reflexo inicial ainda t\u00edmido do movimento intelectual \u201cVamos descobrir Angola!\u201d. Logo em 1950 MANUEL J\u00daLIO DE MENDON\u00c7A TORRES redige \u201cO Distrito de Mo\u00e7\u00e2medes nas fases da origem e da primeira organiza\u00e7\u00e3o\u201d; o radialista NUNO DE MENEZES publica \u201cGotas de orvalho\u201d em 1951 e, no mesmo ano, TEOD\u00d3SIO CABRAL, em parceria com Abel Pratas e Henrique Galv\u00e3o, assina \u201cDa vida e da morte dos bichos: subs\u00eddios para o estudo da fauna de Angola e notas de ca\u00e7a\u201d, uma obra composta por cinco volumes. Em 1953 M\u00c1RIO PINTO DE ANDRADE colige uma \u201cAntologia tem\u00e1tica de poesia africana\u201d e, no ano seguinte, em 1954, cinco autores se revelam: EUG\u00c9NIO FERREIRA, um madeirense a quem viria a ser atribu\u00edda a nacionalidade angolana, surge com \u201cItiner\u00e1rio: estudos e ensaios\u201d, HENRIQUE NOVAIS publica \u201cContesta\u00e7\u00e3o. Poemas\u201d, o mo\u00e7amedense JOAQUIM PEDRO ARROJA J\u00daNIOR inicia-se com \u201cFlores negras\u201d, MARIA JOANA COUTO, a terceira angolana a surgir nas letras, aparece com \u201cBraseiro ardente\u201d e NORONHA FEIO publica \u201cInicia\u00e7\u00e3o desportiva: conceitos gerais\u201d. Em 1955, EDUARDO ABREU DA SILVA BRAZ\u00c3O escreve o poema \u00e9pico \u201cOs Namibelusos\u201d e LU\u00cdS FILIPE DE OLIVEIRA E CASTRO publica \u201cMouzinho, a sua vida e a sua morte\u201d. Em 1956 mais cinco autores v\u00eam as suas primeiras obras publicadas: COCHAT OS\u00d3RIO escreve \u201cCalema\u201d, FERNANDO LAIDLEY, o protagonista da primeira travessia de \u00c1frica em autom\u00f3vel, publica \u201cMiss\u00e3o em \u00c1frica: primeiro \u201craid\u201d terrestre Luanda-Louren\u00e7o Marques-Bissau\u201d, JORGE HENRIQUE DA CRUZ PINTO FURTADO aborda a Justi\u00e7a em Angola com \u201cBreves notas para a Hist\u00f3ria da Administra\u00e7\u00e3o da Justi\u00e7a em Angola\u201d, M\u00c1RIO ANT\u00d3NIO DE OLIVEIRA publica \u201cPoesias\u201d e ROBERTO CORREIA edita \u201cAssim somos todos\u201d. Em 1957, AGOSTINHO NETO, o m\u00e9dico-poeta que viria a ser o primeiro Presidente de uma Angola independente, publica em Coimbra \u201cQuatro poemas de Agostinho Neto\u201d, numa edi\u00e7\u00e3o de autor; das terras quentes do Namibe CLODOVEU GIL mostra-se com \u201cTemas eternos: poesia\u201d, o m\u00e9dico luandense FERNANDO FIGUEIRA HENRIQUES traz a p\u00fablico o ensaio antropol\u00f3gico \u201cContribui\u00e7\u00e3o para o estudo da fertilidade da mulher ind\u00edgena no ultramar portugu\u00eas\u201d, FERNANDO PEYROTEO, um dos \u201c5 Violinos\u201d do Sporting Clube de Portugal, deixa escritas as suas \u201cMem\u00f3rias de Peyroteo\u201d e JOS\u00c9 BAPTISTA PINHEIRO DE AZEVEDO, que viria a ser 1\u00b0 Ministro de Portugal, publica \u201cTrigonometria: navega\u00e7\u00e3o estimada e costeira\u201d. Em 1958, ANTERO FRANCISCO DE SEABRA estreia-se com a obra \u201cA luta do Ultramar\u201d e MARIA PERP\u00c9TUA CANDEIAS DA SILVA escreve \u201cA mulher de duas cores: falsos trilhos\u201d. Em 1959 o em\u00e9rito historiador IL\u00cdDIO DO AMARAL inicia o seu rico percurso hist\u00f3rico-liter\u00e1rio com a publica\u00e7\u00e3o de \u201cSubs\u00eddios para o estudo da evolu\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o de Luanda\u201d, JUDITE FERNANDES SANCHES OS\u00d3RIO publica \u201c Apontamentos de economia dom\u00e9stica\u201d e CORTE-REAL SANTOS, jornalista do \u201cDi\u00e1rio de Benguela\u201d, publica um \u201cRoteiro Tur\u00edstico de Benguela\u201d. \u00c9 ainda nesta d\u00e9cada que VOTO NEVES, um conhecido folclorista luandense, edita um \u201cDicion\u00e1rio Portugu\u00eas-Kimbundo\/Kimbundo-Portugu\u00eas\u201d.<\/span><\/p>\n<p class=\"zfr3Q CDt4Ke\" dir=\"ltr\"><span class=\"C9DxTc\">Mas \u00e9 na d\u00e9cada de 60, e a partir da\u00ed, que o apelo do movimento intelectual come\u00e7a a dar os verdadeiros frutos. Aqui fica a lista dos autores e das suas primeiras obras, onde j\u00e1 despontam nomes importantes da luta contra o colonialismo, por paradoxal que isso possa parecer dada a repress\u00e3o do regime colonial, ou talvez at\u00e9 por isso mesmo, onde a poesia, a arma liter\u00e1ria de resist\u00eancia por excel\u00eancia, tem a maior preponder\u00e2ncia nas publica\u00e7\u00f5es:\u00a0<\/span><\/p>\n<p class=\"zfr3Q CDt4Ke\" dir=\"ltr\"><span class=\"C9DxTc\">1960 (6) \u2013 ARNALDO SANTOS com \u201cFuga\u201d; CARLOS ALVES com \u201cO povoamento de Angola\u201d; COSTA ANDRADE com \u201cTerra de ac\u00e1cias rubras\u201d; HENRIQUE ABRANCHES com \u201cCigarros sujos\u201d; IN\u00c1CIO REBELO DE ANDRADE com \u201cUm grito na noite\u201d ; JOS\u00c9 LUANDINO VIEIRA com \u201cA cidade e a inf\u00e2ncia\u201d.<\/span><\/p>\n<p class=\"zfr3Q CDt4Ke\" dir=\"ltr\"><span class=\"C9DxTc\">1961 (10) \u2013 ALEXANDRE D\u00c1SKALOS com \u201cPoesias\u201d; ANT\u00d3NIO JACINTO com \u201cPoemas\u201d; ERNESTO LARA FILHO com \u201cPicada de marimbondo\u201d; FERNANDO AMARO MONTEIRO com \u201cVozes no muro\u201d; HAYD\u00c9E VALL com \u201cP\u00f4r-do-Sol\u201d; HOR\u00c1CIO CAIO com \u201cAngola: os dias do desespero\u201d; LOUREN\u00c7O MENDES DA CONCEI\u00c7\u00c3O com \u201cPortugueses de direito e portugueses de facto\u201d; MANUEL DOS SANTOS LIMA com \u201cKissanje\u201d; TOM\u00c1S JORGE com \u201cAreal\u201d; VIRIATO DA CRUZ com \u201cPoemas\u201d.<\/span><\/p>\n<p class=\"zfr3Q CDt4Ke\" dir=\"ltr\"><span class=\"C9DxTc\">1962 (4) \u2013 ANT\u00d3NIO CARDOSO com \u201cPoemas de circunst\u00e2ncia\u2019; EUG\u00c9NIO FERREIRA DA SILVA com \u201cArco-\u00edris\u201d; GONZAGA LAMBO com \u201cCancioneiro popular angolano: subs\u00eddios\u201d; HENRIQUE GUERRA com \u201cA cubata solit\u00e1ria\u201d.<\/span><\/p>\n<p class=\"zfr3Q CDt4Ke\" dir=\"ltr\"><span class=\"C9DxTc\">1963 (4) \u2013 ALBERTO DIOGO com \u201cRumo \u00e0 industrializa\u00e7\u00e3o de Angola\u201d; AM\u00c9RICO BOAVIDA com \u201cAngola: cinco s\u00e9culos de explora\u00e7\u00e3o portuguesa\u201d; LU\u00cdS FILIPE OLIVEIRA E CASTRO com \u201cAnticolonialismo e Descoloniza\u00e7\u00e3o\u201d; \u00d3SCAR JACOB AZANCOT DE MENEZES com \u201cCultura e beneficiamento do sisal em Angola\u201d.<\/span><\/p>\n<p class=\"zfr3Q CDt4Ke\" dir=\"ltr\"><span class=\"C9DxTc\">1964 (5) \u2013 ANGERINO DE SOUSA com \u201cO la\u00e7o vermelho\u201d; MARIA EUG\u00c9NIA LIMA com \u201cEntre a parede e o espelho: poemas\u201d; MARIA JOS\u00c9 ALVES PEREIRA DA SILVA com \u201cLabaredas em prece\u201d; NUNO VALDEZ THOMAZ DOS SANTOS com \u201cO desconhecido Niassa\u201d; REGINA MARIA DE MELO E CRUZ com \u201cO Brasil visto pela cultura francesa do s\u00e9c. XVIII\u201d.<\/span><\/p>\n<p class=\"zfr3Q CDt4Ke\" dir=\"ltr\"><span class=\"C9DxTc\">1965 (4) \u2013 AFONSO MILANDO com \u201cOchandala\u201d; ALBANO DIAS DA COSTA com \u201cO Crioulo da Guin\u00e9. Uma abordagem etno-lingu\u00edstica\u201d; ANA DE SOUSA SANTOS com \u201cSubs\u00eddio etnogr\u00e1fico do povo da ilha de Luanda de 1960\u201d; ANT\u00d3NIO FARIA com \u201cIntrodu\u00e7\u00e3o ao cinema angolano\u201d.<\/span><\/p>\n<p class=\"zfr3Q CDt4Ke\" dir=\"ltr\"><span class=\"C9DxTc\">1966 (5) \u2013 ALDA LARA com \u201cPoemas\u201d; JORGE MACEDO com \u201cTetembu\u201d; EDGAR VALLES com \u201cA fruticultura angolana e o com\u00e9rcio externo\u201d; JOsE MANUEL MENDES com \u201cEnquanto cresce este rio audaz\u201d; MARIA CELESTE PEREIRA ABAKAYE KOUNTA com \u201cPol\u00edtica lingu\u00edstica em Angola\u201d.<\/span><\/p>\n<p class=\"zfr3Q CDt4Ke\" dir=\"ltr\"><span class=\"C9DxTc\">1967 (4) \u2013 ABEL AUGUSTO BOLOTA com \u201cBenguela, Cidade M\u00e3e de Cidades\u201d; ANT\u00d3NIO ALBERTO NETO com \u201cContribution \u00e0 l\u2019\u00e9tude du mouvement ouvrier dans le processus de la lib\u00e9ration nationale\u201d; DAVID MESTRE com \u201cKir-Nan\u201d; MANUEL RUI com \u201cPoesia sem not\u00edcias\u201d.<\/span><\/p>\n<p class=\"zfr3Q CDt4Ke\" dir=\"ltr\"><span class=\"C9DxTc\">1968 (1) \u2013 ALEXANDRE DO NASCIMENTO com \u201cA experi\u00eancia Constitucional da It\u00e1lia moderna\u201d.<\/span><\/p>\n<p class=\"zfr3Q CDt4Ke\" dir=\"ltr\"><span class=\"C9DxTc\">1969 (3) \u2013 JORGE VALENTIM com \u201cQui lib\u00e8re l\u2019An-gola?\u201d; MANUELA CERQUEIRA com \u201cMenina do deserto\u201d; ROLA DA SILVA com \u201cA Censura: consequ\u00eancias marginais\u201d.\u00a0<\/span><\/p>\n<p class=\"zfr3Q CDt4Ke\" dir=\"ltr\"><span class=\"C9DxTc\">Depois, j\u00e1 entrados na d\u00e9cada de 70 e at\u00e9 \u00e0 data da independ\u00eancia de Angola, outros nomes ir\u00e3o afirmar-se, muitos deles j\u00e1 perfeitamente engajados e amadurecidos na continua\u00e7\u00e3o da luta anticolonialista pela via intelectual. Aqui fica a lista:\u00a0<\/span><\/p>\n<p class=\"zfr3Q CDt4Ke\" dir=\"ltr\"><span class=\"C9DxTc\">1970 (8) \u2013 CARLOS DINIS DA GAMA Com \u201cLaboratory studies of comminution in rock blasting\u201d; CARLOS ERVEDOSA com \u201cArqueologia angolana\u201d; CARLOS MARTINS DE CASTRO ALVES com \u201cBernardino Freire de Figueiredo Abreu e Castro: boquejo biogr\u00e1fico do colonizador de Mo\u00e7\u00e2medes\u201d; ELEUT\u00c9RIO SANCHES com \u201cTuque-tuque de batuque\u201d; MARIA EDUARDA RIBEIRO com \u201cFixa\u00e7\u00e3o do Sal\u00e1rio M\u00ednimo e problemas conexos\u201d; PAP\u00c1 SAMBO com \u201cRir d\u00e1 sa\u00fade\u201d; VICENTE NETTO com \u201cPrinc\u00edpios gerais de Direito\u201d; WANDA RAMOS com \u201cNas coxas do tempo\u201d.<\/span><\/p>\n<p class=\"zfr3Q CDt4Ke\" dir=\"ltr\"><span class=\"C9DxTc\">1971 (6) \u2013 ANT\u00d3NIO CORDEIRO DA CUNHA com \u201cFolhas da vida\u201d; HENRIQUE DO NASCIMENTO RODRIGUES com \u201cRegime jur\u00eddico das rela\u00e7\u00f5es coletivas de trabalho\u201d; HONORINDA CERVEIRA com \u201cKiangala\u201d; JO\u00c3O ABEL com \u201cBom dia\u201d; JOS\u00c9 MANUEL MARTO com \u201cAsas&#8230;\u201d; MANUEL C. AMOR com \u201cNa rota do Quinaxixe\u201d.<\/span><\/p>\n<p class=\"zfr3Q CDt4Ke\" dir=\"ltr\"><span class=\"C9DxTc\">1972 (11) \u2013 ANDR\u00c9 MASAKI com \u201cMwana Nsiona\u201d; ANT\u00d3NIO MADEIRA SEGAD\u00c3ES TAVARES com \u201cAn\u00e1lise Matricial de Estruturas\u201d; CARLOS GOUVEIA com \u201cUtanha W\u00e1tua\u201d; CIRO GOURGEL com \u201cContos soltos\u201d; DOMINGOS VAN-D\u00daNEM com \u201cAuto de Natal\u201d; EDUARDO BRAZ\u00c3O FILHO com \u201cCidade e sanzala\u201d; FRAGATA DE MORAIS com \u201cTerreur en Verzet\u201d; MARIA DO CARMO MARCELINO com \u201cObra po\u00e9tica\u201d ; OLGA GON\u00c7ALVES com \u201cMovimento\u201d; RUY DUARTE DE CARVALHO com \u201cCh\u00e3o de oferta\u201d; SAMUEL DE SOUSA com \u201cPoesia\u201d.<\/span><\/p>\n<p class=\"zfr3Q CDt4Ke\" dir=\"ltr\"><span class=\"C9DxTc\">1973 (12) \u2013 ALEXANDRE PASTOR com \u201cHomens que podem dormir\u201d; ANT\u00d3NIO MANUEL LOPES DIAS com \u201cPa\u00eds inacabado\u201d; ARISTIDES VAN-D\u00daNEM com \u201cA \u00faltima narrativa de vov\u00f3 Kiala\u201d; BEN\u00daDIA com \u201cA bola e a panela de comida\u201d; FERNANDO OLIVEIRA com \u201cA defesa do consumidor\u201d; JACINTO RODRIGUES com \u201cUrbanismo e Revolu\u00e7\u00e3o\u201d; JOFRE ROCHA com \u201cTempo de cicio\u201d; LEONOR CORREIA DE MATOS com \u201cOrigens do povo Chope segundo a tradi\u00e7\u00e3o oral\u201d; LYGIA SALEMA com \u201cDesterro de mim\u201d; PEPETELA com \u201cAs aventuras de Ngunga\u201d; ROBERTO DE CARVALHO com \u201cCom a for\u00e7a do tempo\u201d; SEVERINO MOREIRA com \u201cFlores no charco\u201d.<\/span><\/p>\n<p class=\"zfr3Q CDt4Ke\" dir=\"ltr\"><span class=\"C9DxTc\">1974 (11) \u2013\u00a0<\/span><span class=\"C9DxTc\">ADRIANO BOTELHO DE VASCONCELOS<\/span><span class=\"C9DxTc\">\u00a0com\u00a0<\/span><span class=\"C9DxTc\">Voz da terra<\/span><span class=\"C9DxTc\">;\u00a0<\/span><span class=\"C9DxTc\">ANT\u00d3NIO AUGUSTO CENTENO<\/span><span class=\"C9DxTc\">\u00a0com\u00a0<\/span><span class=\"C9DxTc\">A fronteira<\/span><span class=\"C9DxTc\">;\u00a0<\/span><span class=\"C9DxTc\">ANT\u00d3NIO CASTRO<\/span><span class=\"C9DxTc\">\u00a0com\u00a0<\/span><span class=\"C9DxTc\">Poemas<\/span><span class=\"C9DxTc\">;\u00a0<\/span><span class=\"C9DxTc\">ANT\u00d3NIO PINTO<\/span><span class=\"C9DxTc\">\u00a0com\u00a0<\/span><span class=\"C9DxTc\">Angola rumo \u00e0 Independ\u00eancia<\/span><span class=\"C9DxTc\">;\u00a0<\/span><span class=\"C9DxTc\">EMANUEL KUNZIKA<\/span><span class=\"C9DxTc\">\u00a0com\u00a0<\/span><span class=\"C9DxTc\">A forma\u00e7\u00e3o da na\u00e7\u00e3o angolana e a luta da liberta\u00e7\u00e3o<\/span><span class=\"C9DxTc\">;\u00a0<\/span><span class=\"C9DxTc\">JO\u00c3O JORGE LUCAS<\/span><span class=\"C9DxTc\">\u00a0com\u00a0<\/span><span class=\"C9DxTc\">Absolvi\u00e7\u00e3o imposs\u00edvel<\/span><span class=\"C9DxTc\">;\u00a0<\/span><span class=\"C9DxTc\">JORGE MONTEIRO DOS SANTOS<\/span><span class=\"C9DxTc\">\u00a0com\u00a0<\/span><span class=\"C9DxTc\">Corpus<\/span><span class=\"C9DxTc\">;\u00a0<\/span><span class=\"C9DxTc\">MANUEL J. A. LEAL GOMES<\/span><span class=\"C9DxTc\">\u00a0com\u00a0<\/span><span class=\"C9DxTc\">Determina\u00e7\u00e3o de par\u00e2metros f\u00edsicos de reservat\u00f3rios<\/span><span class=\"C9DxTc\">;\u00a0<\/span><span class=\"C9DxTc\">RAUL DAVID<\/span><span class=\"C9DxTc\">\u00a0com\u00a0<\/span><span class=\"C9DxTc\">Colonizados e colonizadores<\/span><span class=\"C9DxTc\">;\u00a0<\/span><span class=\"C9DxTc\">RUI ROMANO<\/span><span class=\"C9DxTc\">\u00a0com\u00a0<\/span><span class=\"C9DxTc\">Poesia<\/span><span class=\"C9DxTc\">;\u00a0<\/span><span class=\"C9DxTc\">UANHENGA XITU<\/span><span class=\"C9DxTc\">\u00a0com\u00a0<\/span><span class=\"C9DxTc\">O meu discurso<\/span><span class=\"C9DxTc\">.<\/span><\/p>\n<p class=\"zfr3Q CDt4Ke\" dir=\"ltr\"><span class=\"C9DxTc\">1975 (12) \u2013\u00a0<\/span><span class=\"C9DxTc\">AIRAM ALICE PEREIRA DOS SANTOS<\/span><span class=\"C9DxTc\">\u00a0com\u00a0<\/span><span class=\"C9DxTc\">O Tempo e a Mem\u00f3ria<\/span><span class=\"C9DxTc\">;\u00a0<\/span><span class=\"C9DxTc\">ANT\u00d3NIO DUARTE DE ALMEIDA E CARMO<\/span><span class=\"C9DxTc\">\u00a0com\u00a0<\/span><span class=\"C9DxTc\">Preven\u00e7\u00e3o de acidentes de trabalho e doen\u00e7as profissionais na imprensa gr\u00e1fica<\/span><span class=\"C9DxTc\">;\u00a0<\/span><span class=\"C9DxTc\">ARLINDO BARBEITOS<\/span><span class=\"C9DxTc\">\u00a0com\u00a0<\/span><span class=\"C9DxTc\">Angola Angol\u00ea Angolema<\/span><span class=\"C9DxTc\">;\u00a0<\/span><span class=\"C9DxTc\">CELESTINO SOARES AMARO<\/span><span class=\"C9DxTc\">\u00a0com\u00a0<\/span><span class=\"C9DxTc\">O medo<\/span><span class=\"C9DxTc\">;<\/span><span class=\"C9DxTc\">\u00a0GL\u00d3RIA LEAL GOMES<\/span><span class=\"C9DxTc\">\u00a0com\u00a0<\/span><span class=\"C9DxTc\">Reflexos<\/span><span class=\"C9DxTc\">;\u00a0<\/span><span class=\"C9DxTc\">JORGE ARRIMAR<\/span><span class=\"C9DxTc\">\u00a0com\u00a0<\/span><span class=\"C9DxTc\">Ovatyilongo<\/span><span class=\"C9DxTc\">;\u00a0<\/span><span class=\"C9DxTc\">JORGE CAMPINOS<\/span><span class=\"C9DxTc\">\u00a0com\u00a0<\/span><span class=\"C9DxTc\">A ditadura militar: 1926-1933<\/span><span class=\"C9DxTc\">;\u00a0<\/span><span class=\"C9DxTc\">JOS\u00c9 DE OLIVEIRA ASCEN\u00c7\u00c3O<\/span><span class=\"C9DxTc\">\u00a0com\u00a0<\/span><span class=\"C9DxTc\">Angola rumo \u00e0 independ\u00eancia: o governo de transi\u00e7\u00e3o, documentos e personalidades<\/span><span class=\"C9DxTc\">;\u00a0<\/span><span class=\"C9DxTc\">LOPO DO NASCIMENTO<\/span><span class=\"C9DxTc\">\u00a0com\u00a0<\/span><span class=\"C9DxTc\">Considera\u00e7\u00f5es breves acerca de &#8216;O Dil\u00favio Africano&#8217;<\/span><span class=\"C9DxTc\">;\u00a0<\/span><span class=\"C9DxTc\">M\u00c1RIO DE SOUSA CLINGTON<\/span><span class=\"C9DxTc\">\u00a0com\u00a0<\/span><span class=\"C9DxTc\">Angola libre?<\/span><span class=\"C9DxTc\">;\u00a0<\/span><span class=\"C9DxTc\">ORLANDO CASTRO<\/span><span class=\"C9DxTc\">\u00a0com\u00a0<\/span><span class=\"C9DxTc\">Algemas da minha trai\u00e7\u00e3o<\/span><span class=\"C9DxTc\">;\u00a0<\/span><span class=\"C9DxTc\">S\u00c3O VICENTE<\/span><span class=\"C9DxTc\">\u00a0com\u00a0<\/span><span class=\"C9DxTc\">Cultura e incultura angolana<\/span><span class=\"C9DxTc\">.<\/span><\/p>\n<p class=\"zfr3Q CDt4Ke\" dir=\"ltr\"><span class=\"C9DxTc\">Assim, entre 1642 e 1975, ficam registados 167 autores (sendo 21 do sexo feminino) com livro publicado, o que \u00e9 manifestamente pouco e revela, para al\u00e9m da exist\u00eancia de uma censura apertada, a pouca aten\u00e7\u00e3o que se dava ao ensino na ent\u00e3o col\u00f3nia: muito poucos passavam da escolaridade prim\u00e1ria e menos ainda conseguiam prolongar os estudos, necessitando para isso de sair do territ\u00f3rio, um objectivo que s\u00f3 era atingido por um escasso n\u00famero.<\/span><\/p>\n<p class=\"zfr3Q CDt4Ke\" dir=\"ltr\"><span class=\"C9DxTc\">Apenas com os bons ventos da independ\u00eancia a pujan\u00e7a livre e sem amarras dos autores nascidos em Angola se revelou na sua plenitude e, at\u00e9 hoje, s\u00e3o j\u00e1 em grande n\u00famero os nov\u00e9is escritores e escritoras com obras publicadas, seja no pa\u00eds natal, seja na di\u00e1spora.<\/span><\/p>\n<p class=\"zfr3Q CDt4Ke\" dir=\"ltr\"><span class=\"C9DxTc\">Pelo meio, para al\u00e9m dos que escaparam ao crivo da nossa pesquisa, encontr\u00e1mos muitos autores de reconhecido m\u00e9rito, homens e mulheres com obra dispersa por jornais, revistas, antologias, almanaques e publica\u00e7\u00f5es diversas, sem alguma vez terem visto editado algum livro seu e que, por este motivo, n\u00e3o ficam referenciados neste trabalho. Fica, sim, a nossa homenagem.<\/span><\/p>\n<p class=\"zfr3Q CDt4Ke\" dir=\"ltr\"><span class=\"C9DxTc\">Na sequ\u00eancia do que atr\u00e1s ficou dito segue-se a lista de todos os Autores e Escritores naturais de Angola que conseguimos agregar desde 1642. Alguns faltar\u00e3o, certamente, poder\u00e3o existir falhas e imprecis\u00f5es tamb\u00e9m, sem d\u00favida, mas esperamos que estas conting\u00eancias de pesquisas infrut\u00edferas n\u00e3o firam demasiado o objectivo e o esp\u00edrito deste trabalho.<\/span><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tom\u00e1s Lima Coelho Embora a cidade de Mbanza Congo, capital do reino do Congo, n\u00e3o estivesse ainda inserida nos limites<\/p>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[58],"tags":[],"class_list":["post-2455","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-intro"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.0 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>A(S) LITERATURA(S) DE ANGOLA DESDE OS SEUS PRIM\u00d3RDIOS - 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